“ Eu te evito,
Mas quero te ver
Dá raiva de te amar…
“ Nasci na década errada. Queria ter nascido quando um ato de romantismo tinha valor.
“ E eu olhei para o céu e pedi para que Deus te protegesse, para que ele não deixasse que nada de ruim acontecesse com você.
“ Quantas vezes você falou “não ligo” mas por dentro aquilo estava machucando muito?
“ Gosto de como você sempre vê o lado bom das coisas, não importa o quanto seja difícil. Você viu algo bom em mim, mesmo quando eu já havia desistido.
“ A distância não causa amnésia, mas a ausência gera esquecimento.
Eu não entendo a gente. Um dia estamos bem, e no outro igual cão e gato. Um dia falamos mil palavras de amor, e no outro mil e um xingamentos. Tem dias que passamos o dia todo nos falando, e tem dias que não trocamos nem sequer um “A”. Hoje você se preocupa, e amanhã nem lembra da minha existência. Hoje é amor, e amanhã nem sei mais o que é. Talvez saudade, ou talvez nem isso. Não, eu não entendo a gente. E nem quero. Tenho medo de entender e não sentir mais nada.
“ Mais tarde, dormimos. Quer dizer, ela dormiu. Eu fiquei abraçadinho com ela. Pela primeira vez eu pensava em casamento. Sabia que seus defeitos ainda não tinham vindo à tona. O começo de uma relação era sempre a parte mais fácil. Depois o lado oculto ia se revelando, sem cessar. Mesmo assim, eu pensava em casamento. Imaginava uma casa, um cachorro e um gato, compras no supermercado. Os bagos do Henry Chinaski estavam amolecendo. E eu nem ligava.